Temas de Pesquisa

(Última atualização: 19/11/2019 - 10:52)

TEMA 1 - Competividade e Desenvolvimento Empresarial
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Formalização de microempreendedores
Coordenador:
Cesar Zucco
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Descrição: Há um grande volume de microempreendedores informais em países em desenvolvimento como o Brasil. A informalidade traz diversas consequências negativas tanto para o Estado (como a evasão de impostos), quanto para os microempreendedores em termos de restrições a acesso a financiamento, possibilidades de crescimento e falta de acesso a previdência social. Apesar do desenvolvimento de meios de formalização de fácil acesso e com custos mais baixos para os microempreendedores, as taxas de adesão ainda são limitadas. Entre os motivos para esta baixa adesão podemos encontrar a falta de informação e limitações comportamentais, como a falta de atenção e esquecimento.
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O estudo proposto avaliará a eficiência de diferentes abordagens para incentivar a formalização de microempreendedores que atuam na informalidade. Utilizar-se-á um experimento de campo, realizado em conjunto em diferentes países, para avaliar os efeitos de consultorias individuais sobre a formalização. No Brasil, além deste tratamento, serão avaliados também os efeitos de mensagens de texto, inclusão em grupos de WhatsApp e o endosso de diferentes figuras públicas. Como resultado serão identificadas ações que podem ser incorporadas a políticas públicas para incentivo à formalização.
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A pesquisa será realizada de forma coordenada no Brasil, Colômbia, Congo, Nigéria, Índia e Malaui e coordenado por pesquisadores da FGV EBAPE (Brasil); UCLA (Colômbia); MIT e Harvard University (Congo); Giorgia Tech, Columbia University e EGAP (Índia); University of Illinois (Malaui) e American University (Nigéria).
Compreender as recomendações de uso de produtos com base em atributos menos importantes
Coordenador:
Fabio Caldierado
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Descrição: As empresas utilizam para a divulgação de produtos seus atributos menos importantes, esperando que os indivíduos o escolham em detrimento do produto de seus concorrentes. Tomemos como exemplo o caso das empresas farmacêuticas ao recomendarem seus medicamentos vendidos sem prescrição médica (OTC) em detrimento dos seus concorrentes: a Pfizer utiliza o argumento que suas pílulas de alívio da dor - Advil, por terem “cápsula líquida”, são absorvidas mais rapidamente e de forma mais suave para o estômago, enquanto a Johnson e Johnson anuncia a droga concorrente enfatizando que “Tylenol tem menos interações medicamentosas". A situação descrita acima não é particular para drogas OTC. As empresas frequentemente se valem na publicidade de atributos menos importantes para distinguir suas marcas de outras alternativas viáveis. Indivíduos ingênuos que acreditam nas mensagens anunciadas ou aqueles que estão fortemente preocupados com os atributos menos importantes comunicados, optam pelo produto recomendado; outros podem reagir de forma diferente, em particular se reconhecerem que esses produtos têm múltiplos atributos e que as empresas podem ter um incentivo apenas para comunicar informações comparativas sobre os atributos que superam as alternativas concorrentes. Uma melhor compreensão desse fenômeno pode ser utilizada por formuladores de políticas públicas para melhorar a regulamentação da propaganda e melhorar os programas de educação do consumidor.
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As consequências dessas políticas podem beneficiar diretamente os indivíduos, capacitando-os a fazer melhores escolhas. Assim, o presente estudo tem por objetivo entender a reação dos consumidores às recomendações baseadas em atributos menos importantes e o incentivo das empresas a usar (ou não) esses tipos de recomendações. A proposta é que o estudo seja realizado em parceria com a University of Georgia - EUA.
Governança e processo de decisão coletiva em organizações mutuais

Coordenador:
Joaquim Rubens Fontes Filho
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Descrição: A presente proposta tem como objetivo identificar, classificar e analisar como são definidos e realizados os processos de decisão coletiva em organizações não-hierárquicas e a forma como se configura a governança nessas condições. O estudo visa expandir a um contexto internacional as análises já realizadas neste tema no Brasil. A escolha do Equador (Universidade Andina) representa tanto uma forma de consolidar uma parceria com o programa de doutorado em administração do país, e único na região, como ampliar a análise a outro contexto cultural onde o associativismo se mostra mais desenvolvido, mas a urbanização ainda é menor. Nesse sentido, a parceria permitirá submeter o modelo analítico – fundamentalmente baseado em propostas de Elinor Ostrom (vários anos), Elster (1989) e Bengtsson (1998 e 2001) – à influência da cultura e valores locais de associativismo.
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Segundo Elinor Ostrom (1990; 2005), prêmio Nobel de economia de 2009, as organizações cooperativas têm papel fundamental na gestão de recursos comuns, uma vez que emanam da organização dos principais envolvidos em determinada questão sob a qual o Estado é ineficiente ou ausente e o Mercado não tem interesse ou poder para agir. Apesar de menores considerações feitas pela academia quanto à dinâmica dessas organizações, sua importância pode ser comprovada em números: a Pastoral da Criança conta com um quadro de 150.000 pessoas e prestam serviços a mais de 1,5 milhão de pessoas; a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) arrecada 40 milhões de reais por ano e o Grupo de Apoio ao Adolescente e às Crianças com Câncer (Graac) 12 milhões de reais por ano (VEJA, 2001), isso tratando-se somente de organizações filantrópicas. O movimento cooperativista, segundo a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB, 2009), conta com mais de 7.200 cooperativas, com 8,2 milhões de associados, 270 mil funcionários e faturamento de 88,5 bilhões de reais em 2009. Todo esse sistema se baseia em mecanismos de participação, em geral voluntária, e a alocação dos direitos políticos (voto) é distribuída uniformemente aos participantes. Conforme a FASFIL, levantamento do terceiro setor realizado pelo IBGC, os condomínios em edifícios, horizontais ou verticais, residenciais, comerciais ou mistos, regulados pela Lei no 4.591/1964, e as associações de condomínio totalizaram em 2010, último dado da pesquisa, 153.441 unidades, representando um mercado estimado pelo setor em R$ 10 bilhões ao ano..

Capacitação

 

TEMA 2 - Desenvolvimento Econômico e Social 
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Melhoria da educação pública brasileira, da educação infantil ao ensino médio

Coordenador:
Kaizô Iwakami Beltrão
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Descrição: Outros países estão muito à frente do Brasil em relação à qualidade da educação pública oferecida à sua população, como demonstrado nos resultados do PISA (Programme for International Student Assessment) realizado pela OCDE a cada três anos. Apesar da melhora apresentada principalmente em matemática, os resultados de aprendizagem dos jovens brasileiros de 15 anos estão entre os piores dos 72 países e economias avaliados em 2015.
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Além de ser um direito garantido pela constituição brasileira, nós entendemos a educação de qualidade como um dos principais caminhos para a redução das desigualdades sociais do país. A baixa qualidade da educação brasileira apresenta-se hoje como um grave empecilho ao crescimento econômico inclusivo do país. Assim, pretendemos colaborar com instituições internacionais para produção de conhecimento e criação de cursos que apoiem as secretarias de educação brasileiras na implementação de políticas educacionais que resultem na melhoria da aprendizagem dos alunos de forma equitativa.

Capacitação

 

TEMA 4 - Inovação e tecnologia 
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Machine Learning para avaliação de auditorias públicas

Coordenador:
Ricardo Lopes Cardoso
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Descrição: Desenvolver soluções (aplicativos - Apps) em Machine Learning para avaliar a qualidade das auditorias realizadas pelos Tribunais de Contas sobre a gestão fiscal dos municípios brasileiros. Em 2017, o Brasil gastou cerca de R$ 6 bilhões em Controle Externo. No entanto, os frequentes escândalos de corrupção envolvendo agentes públicos e inadequada alocação de recursos públicos levantaram dúvidas quanto à independência e à qualidade do controle exercido pelos tribunais de contas.
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Sabendo que o Brasil tem mais de 5.000 municípios que elaboram relatórios financeiros compostos por diversas demonstrações e notas explicativas, e que tudo isso é “supostamente” auditado por tribunais de contas que elaboram extensos relatórios de auditoria; a contabilidade e a auditoria governamental são Big Data. Logo, o presente projeto só se torna viável mediante o desenvolvimento de soluções (Apps) em Machine Learning (ML).

Capacitação

Professor Visitante no Exterior