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07/04/2022

Pesquisadora e docente, Lucia Oliveira, participa de webinar sobre equidade de gênero da Sigdo Koppers Brasil

Debatido por organizações de inúmeros segmentos, o tema equidade de gênero tem conquistado cada vez mais presença na mesa da alta diretoria das corporações, como é o caso da empresa chilena de engenharia e construção, Sigdo Koppers Brasil – SKIC, que convidou como palestrante do webinar Equidade de Gênero realizado no dia 29 de março, a pesquisadora e professora da FGV EBAPE, Lúcia Oliveira.

O evento, uma iniciativa do Comitê de Diversidade da SKIC, contou com a participação do CEO Robson Campos e do coordenador do Mestrado em Gestão Empresarial da FGV EBAPE, professor Augusto Sales.

Durante o webinar, Lúcia Oliveira ressalta, dentre outros pontos, que as mulheres enfrentam desafios no mercado de trabalho tais como: segregação ocupacional, discriminação salarial e o teto de vidro. De acordo com estudos, quanto mais alta a posição hierárquica nas organizações, menor o número de mulheres nessas posições.

Robson Campos, ao falar sobre as práticas da SKIC relacionadas à equidade de gênero, destaca que 50% da diretoria da empresa é composta de mulheres. Recentemente, a SKIC, após levantamento sobre o que precisa ser corrigido na organização, identificou que a empresa já possui igualdade salarial entre homens e mulheres. Para o CEO, ainda há muito a progredir e isso só será possível com conhecimento e o entendimento de como evitar os vieses que a cultura trouxe ao longo dos anos”.

Para Lúcia Oliveira, os conceitos de igualdade e equidade precisam ser analisados com cuidado: igualdade é tratar todo mundo da mesma forma, contudo as pessoas não são iguais. Elas têm necessidades e características diferentes. Já a equidade trata de maneira diferente aqueles que são diferentes.

Nesse contexto, quando se discute meritocracia, fica uma pergunta: será que tratar homens e mulheres de forma igualitária é o que realmente precisa ser feito nas organizações? Considerando as evidências de que as mulheres possuem demandas, em casa e na família, muito superiores aos dos homens, é importante pensar ações concretas que abram caminho para que as mulheres alcancem posições mais elevadas na hierarquia das organizações, pois todos têm a ganhar com essa maior diversidade, completa a pesquisadora.

Lucia Oliveira é Doutora e Mestre em Administração pelo COPPEAD-UFRJ, graduada em Ciências Econômicas pela PUC-RJ. É pesquisadora e professora da Graduação e do Mestrado em Gestão Empresarial da FGV EBAPE. Trabalhou por 10 anos no Ibmec-RJ, onde atuou como pesquisadora e professora da Graduação e do Mestrado Profissional em Administração. Foi também coordenadora da Graduação em Administração e coordenadora adjunta do Mestrado em Administração. Entre 2016 e 2021 atuou como líder de temas relacionados a Carreira na divisão GPR-ANPAD. Desde 2018 atua como líder de tema da divisão Gestão de Pessoas no SemeAd-USP. Carreira, Comportamento Organizacional e Recursos Humanos são seus temas de interesse em pesquisa.

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