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28/09/2022

FGV EBAPE realiza o 1º Encontro ESG com os presidentes de conselhos de administração de empresas estatais

No dia 15 de setembro, a FGV EBAPE reuniu especialistas em administração pública e os presidentes de conselhos de administração de empresas estatais para debater questões centrais e dilemas nas práticas ESG, durante o 1º Encontro ESG dos Presidentes de Conselhos de Administração de Empresas Estatais.

O encontro contou como palestrantes, o secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest - Ministério da Economia), Ricardo Moura de Araujo Faria e o professor e pesquisador da FGV EBAPE, Joaquim Rubens Fontes Filho.

Segundo o professor Joaquim Rubens, um dos objetivos do evento é a construção de uma visão direcionada, a partir de pesquisa aplicada, sobre questões socioambientais e de governança, contribuindo dessa forma com o fortalecimento da governança corporativa e da atuação dos conselhos de administração das empresas públicas e sociedades de economia mista do país, em linha com as melhores práticas ESG.

Ao abordar questões relacionadas à governança, o secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest - Ministério da Economia), Ricardo Moura de Araujo Faria, destaca que “para fomentar as boas práticas de governança entre as empresas estatais, a SEST tem utilizado de alguns instrumentos, como, por exemplo, o Indicador de Governança (IG), a remuneração variável dos administradores, e o relatório integrado das estatais federais".

Durante o evento, os dilemas enfrentados pelas organizações em termos de práticas ESG também foram destacados:

Temos visto avanços que se devem à gestão e à governança de empresas que se tornaram sólidas, ao longo do tempo, ao trabalhar as questões ESG com um certo grau de maturidade. Contribuindo, desta forma, para que possamos compreender como cada empresa tem funcionado, como a academia tem enxergado essas questões e como a gente pode evoluir. É importante entender como trazer da teoria para a prática, questões que em médio, curto e longo prazo trarão as respostas que precisamos, sejam para as questões ESG na prática, sejam para as questões ESG que podemos visualizar enquanto sociedade”, explica a presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil, Ieda Cagni.

“Para as empresas, de uma forma geral, é mais fácil olhar e investir no meio ambiente, contudo as iniciativas voltadas para as questões sociais ainda necessitam de padrões. Ainda há uma linha muito tênue nesse ponto, então é necessário estudar esses padrões e indicadores para enquadrar as empresas dentro de um mesmo padrão ESG. Vejo esse primeiro encontro como uma importante iniciativa para trazer um pouco mais de luz e direcionamento para o que de fato precisa ser observado”, destaca o presidente do Conselho de Administração da Embrapa, Guilherme Soria Bastos Filho.

“O ESG é um conceito que não é tão novo, mas a aplicação dele ainda é muito recente. Neste diálogo com os representantes das empresas estatais, percebemos que a demanda ainda é bastante dispersa. Faltam inferências, indicadores. Algumas empresas priorizam o setor ambiental, por estar em evidência as questões relacionadas ao tema. Já o cenário social necessita de uma maior participação das empresas em debates na área. Vejo como fundamental a referência apresentada, hoje, pela FGV. E é importante que se prossiga, pois daqui vão sair as pesquisas, os estudos, e opções para que as empresas possam implementar na governança”, ressalta o presidente do Conselho de Administração da Nuclebrás, Ney Zanella.

“Dentro do cenário ESG, as empresas no Brasil evoluíram bastante na Governança, contudo é necessário o mesmo empenho no Meio Ambiente e no Social. Na minha visão, estamos avançando bastante com o cenário ambiental, principalmente pela pressão externa, contudo ainda há a questão social. Acredito que podemos conciliar o social com o ambiental, pois não há como separá-los. Se a empresa não possui social forte, não tem como ter um ambiental forte. Acredito que seja esse o caminho”, pondera a presidente do Conselho de Administração da Termobahia / Petrobras, Isabella Leão.

“É necessário buscar na academia mecanismo de mensuração e padronização para começar a ter uma avaliação do cenário ESG. É fundamental ter esse tipo de debate dentro da academia, pois é onde podemos discutir, de maneira mais efetiva, e trazer propostas de uma melhor aplicação do conceito no Brasil”, ressalta o presidente do Conselho de Administração da Eletronuclear, Eduardo Souza Grivot de Grand Court.

“Hoje temos poucos elementos para desenhar um programa de ESG com métricas realmente comparáveis, especialmente no Brasil. No ESG é necessário ter um objetivo, um indicador e uma métrica. Os objetivos precisam conversar com a vocação da companhia. É importante avaliar quais indicadores vamos estabelecer para medir, de fato, se o que estamos fazendo está gerando o resultado esperado”, destaca o secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest - Ministério da Economia), Ricardo Moura de Araujo Faria.

O encontro reuniu presidentes dos conselhos de administração do Banco do Brasil; Embrapa; Eletronuclear; Termobahia(Petrobras); Nuclebrás; e a SEST do Ministério da Economia. O evento contou também com a participação do chefe do Centro de Formação Acadêmica e Pesquisa – CFAP da FGV EBAPE, professor Roberto Pimenta; do professor e pesquisador Joaquim Rubens Fontes Filho; do coordenador do Mestrado em Gestão Empresarial, professor Augusto Sales, da coordenadora da Comunicação e Rede Alumni, Darliny Amorim; do professor Fabrício Stocker, e do professor Istvan Kasznar.

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A VISÃO DO GOVERNO SOBRE O TEMA ESG
Ricardo Moura de Araujo Faria
EMPRESAS ESTATAIS, A FUNÇÃO SOCIAL E PRÁTICAS ESG – DILEMAS E POSSIBILIDADES
Joaquim Rubens Fontes Filho

Os presidentes dos conselhos das estatais deram seus depoimentos sobre o evento.

Ieda Cagni
Banco do Brasil
Guilherme Sória
Embrapa
Isabella Leão
Petrobras
Ney Zanella
Nuclebrás

 

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