Congresso do IBGC conta com debate de professor da FGV EBAPE sobre a remuneração dos executivos

Segundo o docente, Joaquim Rubens Fontes Filho, a temática precisa ser tratada não apenas como um mecanismo de atração e incentivo, devendo ser considerado também como reflexo da distribuição da riqueza da empresa entre os diversos stakeholders.

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Sob o tema “Governança em rede: Conectando stakeholders”, o 24º Congresso do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) realizado na 2ª quinzena de outubro, em São Paulo, reuniu, dentre outros profissionais, executivos, conselheiros, investidores e especialistas para debates sobre a atuação das organizações, em um mundo globalizado e hiperconectado, onde a inteligência e ações coletivas tornam-se fundamentais para o sucesso.

Realizado no formato híbrido, o congresso é o mais importante de governança no país e contou com mais de mil participantes, dentre eles palestrantes nacionais e internacionais. Em uma das mesas de debates, o professor da FGV EBAPE, Joaquim Rubens Fontes Filho conduziu o debate “Remuneração executiva em um contexto de governança em rede” sob a moderação da colunista do Jornal O Globo, Mariana Barbosa.

Com discussões em torno de questões fundamentais no ambiente da governança, o especialista abordou pontos tais como: CEOs ganham muito? É justa essa remuneração? O sistema de incentivos é adequado? Metas arrojadas estimulam falhas de integridade? Devemos incorporar metas ESG (Environmental, Social, Governance) nos modelos de remuneração executiva? Por que a diferença na remuneração de CEOs de empresas privadas frente àqueles das estatais e aos demais executivos da própria empresa?

Segundo o professor Joaquim Rubens: “em um contexto de governança de stakeholders, a remuneração precisa ser tratada não apenas como um mecanismo de atração e incentivo de executivos, devendo ser considerado também como essa remuneração reflete a distribuição da riqueza da empresa entre os diversos stakeholders.  Além disso, o crescimento da remuneração precisa ser analisado não apenas pela riqueza que traz ao executivo, mas como um mecanismo psicológico de reconhecimento, de competição e comparação com os demais”.  E, em um desafio a muitas ideias disseminadas no tema, o professor destacou que incluir itens ESG nas metas de remuneração pode não ser adequado pois, ao contrário das metas econômico-financeiras, as metas ESG não são convergentes sendo, inclusive, contraditórias e concorrentes.

Para mais informações sobre o congresso, clique aqui.

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