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14/12/2021

Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV EBAPE, CEIPE, fecha parceria com Secretarias Municipais de Educação para qualificar políticas de Primeira Infância

Parceria também conta com oficinas e assessorias periódicas junto a equipe do FGV CEIPE

 

 

Investir na Primeira Infância é fundamental para o desenvolvimento infantil. Os anos iniciais de uma criança apresentam uma oportunidade ímpar para melhorar índices educacionais, por isso, as Secretarias Municipais de Educação de Itaboraí (RJ), Quissamã (RJ), São Sebastião (SP) e Mossoró (RN), em conjunto com o Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, CEIPE, da Fundação Getulio Vargas e em parceria com a Petrobras, realiza o Projeto Qualificação Direta em Primeira Infância.

O projeto tem como propósito melhorar a gestão da educação, sem gerar custos para os cofres públicos, por meio da qualificação dos secretários e gestores das secretarias de educação no que tange à Primeira Infância e a Educação Infantil. O projeto faz parte da  iniciativa Territórios Pela Primeira Infância, que tem como missão promover o desenvolvimento pleno das crianças de zero a seis anos e está presente em 15 municípios brasileiros.

De acordo com as pesquisas realizadas pelos professores Flávio Cunha e James Heckman, do Departamento de Economia da Universidade de Chicago, dar acesso a creches e pré-escolas não é apenas cumprir os direitos das crianças menores de cinco anos, é também um investimento estratégico para o governo. Países que não investem na Primeira Infância apresentam índices de criminalidade mais elevados, maiores taxas de gravidez na adolescência e de evasão no Ensino Médio e níveis menores de produtividade no mercado de trabalho. O ganhador do prêmio Nobel em Economia em 2000, James Heckman, concluiu que cada dólar gasto com uma criança pequena gera um retorno anual de mais 14 centavos durante toda a sua vida.

No Brasil, apesar de grandes avanços no acesso à creche, apenas 37% das crianças de 0 a 3 anos eram atendidas por este tipo de instituição em 2019 (Observatório do PNE, dados IBGE/PNADC). Existem, ademais, fortes desigualdades regionais e socioeconômicas: enquanto nas regiões Sul e Sudeste a taxa de cobertura de creches é de cerca de 44%, no Nordeste ela é de 33% e no Norte atinge apenas 18%. Há, portanto, uma enorme necessidade e espaço para investimentos nesta área em nosso país.

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